Maria  Tereza Armonia

Maria Tereza Armonia nasceu em Juiz de Fora, e mora hoje na capital mineira, Belo Horizonte.

Sempre fascinada pelas artes plásticas e pela arte da palavra, encontrou na Internet um veículo que unisse e divulgasse ambas.

Espírito investigativo e perscrutador, não se conforma com a imobilidade das coisas do mundo e foi buscar na pesquisa a forma de contribuir para mudá-lo, dentro da sua área de atuação: a Educação. Professora, pedagoga, mestre em educação e doutoranda, desenvolve pesquisa na área de educação matemática das crianças em início de escolarização, com foco nas escolas públicas que atendem a camadas populares. Mais precisamente, busca meios facilitadores que promovam a relação ensino-aprendizagem na alfabetização matemática tendo, para isso, que abordar duas linhas de estudo que permeiam este período escolar: Matemática e Língua Materna.

Seu trabalho hoje visa a publicação de dois livros técnicos, que abordam a sua questão de pesquisa e a execução do projeto do “Jornal Mineiro de Educação”, um veículo virtual dirigido aos educadores.

Criou o site Tempo de Poesia com o intuito, não só de desenvolver a arte de desenhar na Internet mas também de divulgar tanto os seus escritos quanto de outros escritores e poetas que este veículo vem permitindo conhecer.

Tudo Bem!!!...

De repente, me deu preguiça de falar
daquele amor doente, inconseqüente...
Desânimo em falar das dores, do fim,
dele, dos nossos planos, de mim...

Do nada, veio o desejo de fazer a paz
tão desejada, mesmo desencantada...
Buscar na vida e em meus momentos
a calma do coração, o esquecimento...

Sem lamentos, chegou a hora de mudar
o rumo do tempo, seguir o vento...
A seu prazer e gosto, me deixar levar,
ser feliz de novo, nas asas de quem me amar...

Segura, escrever nova história inteira
e sem rasura, acordar desta noite escura...
Sugar sem pressa do céu a claridade
e apagar da lembrança o que restou de saudade.

 

A Musa Canta...

Engano o meu coração com os teus versos.
Finjo que eles são meus, porque assim os sinto...
Faço de conta que sou a mulher que amas,
na esperança de fazer verdade o que pressinto.

Aceito os teus carinhos com prazer imenso,
viajo em tuas rimas, com a alma em festa...
Me visto da imagem que forjas da amada
e me entrego acariciada à pena que a modela.

Desejo ser o modelo vivo p'ra tua musa
e me pintar das tuas cores. Ah!, quem me dera
viver posando de amor p'ra tua tela...

e na tua batuta, a nota que compõe a música -
sacra e profana, lírica e sensual - doce cantata
que te ame e te acorde à noite em serenata...

 

Solidão a Dois

Olhando você, assim,
- absorto e mudo -
revolvo lembranças que
nos ressuscitem ou
ressuscitem mosaicos da
nossa vida....
O nosso mundo, carícias,
planos de futuro, amor apaixonado.
A nossa casa, que já foi tão nossa,
tem hoje uma divisória (imperceptível aos olhos)
demarcando os territórios (e os mandatários)...
Não nos tocamos, nos perdemos,
nem sei se me lembro da sua voz,
(nem para acusar nos falamos mais)....
O seu mundo fechou-se para mim
e o meu não existe para você.
O seu silêncio é tão rude,
a sua indiferença tão fria,
que mesmo estando a um braço do teu corpo
não tenho coragem de estender a mão,
oferecer meu corpo e meu perdão
e dizer que (apesar das mágoas já vividas)
tudo o que eu mais queria desta vida
era você nos meus braços...
outra vez...


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Música: Em algum Lugar do Passado

 

 

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