Maria Esther Torinho

Membro da Academia Feminina Espírito-santense de Letras e Acadêmica Honorária da Academia Camocinense de Letras, capixaba, residente em São Paulo, Capital desde 1979.

Graduei-me em Letras (Português e Inglês) e Psicologia, tendo atuado em Empresas como Secretária Bilingue, em consultório particular, como Professora de Inglês em Escolas de Línguas, e Professora de Português da Prefeitura de São Paulo, tendo ainda atuado como Orientadora de Informática Educativa e como Orientadora de Sala de Leitura.
A escrita começou muito cedo, mas foi interrompida durante muito tempo. A Pintura era um desejo antigo que só começou a tomar forma no início de 2004. Escrevo e pinto por uma necessidade intrínseca e irrecusável.
Sou uma pessoa comunicativa, bem-humorada, batalhadora e otimista.
Principais prêmios Literários:
2o. Lugar em Concurso sobre o 4o. Centenário do Rio de Janeiro.
1o. lugar em Concurso de Poesia promovido pela Gazeta e Biblioteca Infanto-Juvenil de Vila Prudente em 1988
Premiada em 2002 no 3O. Concurso Blocos de Poesia com o Livro Gotas de Orvalho.
3o. Lugar no Concurso Nacional de Poesia - Prêmio Jacy Pacheco da Associação Niteroiense de Escritores em 2002
Publicações: Pássaro Migrante, em papel.
E-books: Pescadora de Estrelas e Sementes de Fogo (Poesia) e Maré Vazante (Crônicas e Contos), além de participações em diversas antologias.

Hoje, basta de dor.

Quero a alegria plena
em linha reta;
chega de anulações e sacrifícios
nada de obstáculos ou de curvas.
Quero o altiplano:
e se assim não puder ser
lavo-me das águas turvas
atiro-me à cova rasa
e que venham lobos famintos
e me devorem crua.
Deixarei a mesa posta,
estarei disposta - e nua
e farei do branco a minha cor.
Vejam: sentirei prazer
nesse meu não-ser
e se alguém discordar
que atire à cova
a primeira flor.

 

Sem rumo

Pelo céu de tua boca
faço voltas
percorro retas
busco curvas
e me perco
infinitamente
nas linhas turvas
de tua língua:
em teu beijo escasso
(beijas-me, mas é sempre pouco)
o desejo é flor
que nunca míngua.

 

Flor-cachoeira

Lanço à corrente de vento
a dura verdade mal dita
e ela corre por entre os penhascos
fragmenta-se e se precipita
em blocos de água.
Furiosa, desce o despenhadeiro
lançando-se rio abaixo
em brancos botões de rosa:
flor-cachoeira que me descaminha,
retrato vivo da minha mágoa.

 

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Música: Evening falls, by Enya

 

 

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