Enzo Carlo Barrocco

Enzo Carlo Barrocco, pseudônimo literário de Efraim Manassés Pinheiro, nasceu na cidade de Tracuateua, Estado do Pará em 13 de janeiro de 1960. Notadamente poeta, Enzo caminha por vários gêneros poéticos, como o soneto, o poema livre, a trova, o hai-kai, embora, algumas vezes, tenha enveredado pelas sendas do conto. Mantém circulando pela Internet dois E-books: "Revôo de Beija-Flores", de 2001 e "Treze Poemas", de 2003, os quais pretende vê-los publicados em papel. Amante da arte em geral, mormente da literatura, em todos os seus aspectos, é um incansável pesquisador literário, pesquisas essas que, mais à frente, tenciona publicá-las. A síntese é o principal ponto de sua escrita.

O ESPANTALHO



Eu não sou de espantar,
espantalho à espera do pássaro;
infeliz mas atento a um olhar.

De repente um sol casual,
e um vento lacerante desfaz meus cabelos
no flavo infinito do milharal.

Olhos parados, alma vulgar.
Imóvel, impávido, patético,
como bem disse eu não sou de espantar.

 

AS ROSAS

Vinhas leve, a rua molhada,
a chuva certamente não voltaria,
o brando vento inundava a tarde
as tuas roupas, os teus cabelos.

Sim, o crepúsculo nascia nos teus olhos;
tarde de maio, simétricos feixes
de luz no final do dia.
Existia perfeição na paisagem toda.

Mas não reparavas nesses detalhes breves,
havia negligência nos teus passos,
desaparecias nos meandros das ruas.
Cultivo hoje lamentáveis rosas.

 

PARA FAZER UM ARCO-ÍRIS

Para fazer um arco-íris
precisarei de nuvem
e a água nela contida
e a leveza que ambas carregam.

Precisarei de atmosfera,
de um sol descoberto,
de luz e de mãos,
precisarei de tintas diversas.

Precisarei de olhos que possam
contemplar o que será efêmero,
de respiração compassada,
precisarei de silêncio
.

 

efraim@funtelpa.com.br

 

 

Música: MbeI.mid

 

 

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