Cida Valadares

Tenho nome de santa mas porque me envergonho de nada ter de santa, optei por ter por nome - Cida Valadares e por apelido - Maria Aparecida Quintino Valadares.
Tenho por terra - Pitangui - uma cidade à oeste de Minas, uma cidade histórica - berço também de meus pais, onde nasci e fiquei até me casar.
Com o casamento mudei-me para Belo Horizonte onde moro até hoje.
Porque me casei muito jovem e logo tive dois filhos com pouca diferença de idade, interrompi meu curso de psicologia e depois, tendo passado em concursos federais me realizei trabalhando no que gostava que era, estritamente escrever.
Escrever numa linguagem empresarial o que, pensei, havia tolhido toda minha veia poética.
Ao me aposentar e ouvindo que aposentados entravam em depressão, coisa e tal, nada disto aconteceu comigo.
Viajei pois meus filhos moram fora do Brasil. Conheci outros países e até quase fiquei por lá.
Fiz alguns cursos para desenvolver alguns hobs e amei aprender a manipular vários produtos ligados a cosmetologia.
Amo cozinhar, reunir uma turma para um bate papo informal quando rememoro o tempo em que tocava e cantava.
Hoje, optei por deixar que a poesia, em seus diversos segmentos falem de mim e por mim.
Tenho um site - www.arte.poesia.nom.br que acabou de fazer um ano.
Minha segunda família está aqui na internet.
Pessoas que respeito, amo e desejo que fiquem sempre comigo, como Ligia que acabei de conhecer.
Agradeço o convite em estar compartilhando de seu espaço. Espero revê-la sempre em seu site e no meu.
Um grande abraço.
Cida Valadares


Nosso Amor de Ontem...



Nosso amor de ontem trouxe-me a certeza
do meu amor de hoje.
Não sei em que onda sonora viajei,
e em que esquina da vida, em que céu,
em que nuvem, ou estrela, eu o encontrei...
Ou, quem sabe, foi no redemoinho louco
que atiçou o vendaval,
ou mesmo nas ondas do mar...
quiçá, num temporal.

Nosso amor de ontem abraça-me o peito inerte,
inflamado como tumor
que precisa ser extirpado apenas...
para adormecer a dor.
Você se foi, contradizendo todas as promessas
de que jamais me deixaria.
Mas...é no nosso amor de ontem que eu acredito.
É em tudo que possa ter sido dito,
por mim e por você.
Nosso olhar...tão sedento de nós!
Hoje...é quase cegueira sem cura,
obstinado em nossa procura.
Nossos beijos selando nossas bocas
e consumando-nos os corpos,
na hora da entrega.
Perderam o gosto do mel,
Calaram nossos desejos!
Ah! o nosso amor.

De quantas saudades e lembranças haverei
de vivê-lo, agora?
Não, amado meu, eu me recuso a que me contem
que o nosso amor morreu.
Como a Fênix, das cinzas do passado eu o terei,
sempre, ao meu lado.
E os anos, as saudades que os remontem
Pois ... eu viverei , para sempre, do
Nosso Amor de Ontem!

Cida Valadares



Não Te Esqueças de Mim


Quando andares pelos caminhos que não acabam...
E o vento açoitar teu corpo e teu olhar cansado.
Em teus olhos as nuvens cobrirem a luz,
e em tua boca a saliva amarga te fizer
perceber e engolir o gosto de fel.
Sentirás o fulgor e a dor da saudade,
sobrevivente única de um passado,
com cheiro de flor e cor de carmim...
Não te esqueças de mim!

Quando o passar das estações sulcar tua pele
e envelhecer teu sorriso...
Tornar-te lânguido o caminhar e cobrir-te os
cabelos do grisalho fulgor do luar...
E sentires, ainda, que de nada podes estar à fim...
Não te esqueças de mim!

Quando teus amados e teus amores forem se indo de ti,
ou por mais que te vejas acompanhado, te sentires só...
Quando perceberes que as lembranças,
por mais que as queiras, mais se afastam de ti pois tua memória
já não acalenta mais, tantas estórias ...
Sentires um vazio no peito...uma saudade sem jeito.
Uma saudade assim...
Como a que eu sinto de ti.

Não, não te esqueças de mim!

Cida Valadares
17/06/2009


Um Poema Para Dor

Ah, como dói esta dor de alma,
que pouco, ou nada mais pode fazer,
que suspira uma vontade...calma,
de ter de volta o que não se pode ter.

E a dor, aos poucos vai roendo,
com a fúria mansa de um manso furacão,
de todos os jeitos, mais e mais doendo,
falindo as forças do meu coração.

E esta alma poetiza como fase,
da lua que nem sequer apareceu,
sentindo falta do brilho em minha face
e de saber para onde fui ...onde estou eu?

Talvez entregue às mãos de uma saudade,
transparente e fina, como flor,
decorando, cada palavra, cada frase...
Para compor... um poema para a dor!

Cida Valadares
05/12/2008

 

www.arte.poesia.nom.br

 

 

Música: Rhapsodie Pour Deux Voix, by Danielle Licari

 

 

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